Basta uma realidade para entrar na virtude de protecção e de pertença a alguém. Basicamente, me fui perdendo pelo caminho e apenas me abriguei da escuridão. A vida fez passar imagens pelo meu pensamento que pareciam tão reais como eu sentir o meu próprio respirar. É belo exactamente por ser como é.
É o que é porque lhe dou sentido. Os minutos passam e a divisória entre a minha própria realidade e o sussurro que abafa corações infinitos existe e permanece numa eternidade no qual não lhe consigo dar significado mas em parte dou-lhe valor. Em tempos, foi uma divisória saudável, refugiava-me no silêncio e confessava às paredes a realidade a que todos nunca iriam conseguir chegar. Gosto mais de escrever entre linhas direitas do que linhas tortas, consigo ser mais coerente e consigo ser o mais transparente que posso ser. O lugar que já suportou muitas mágoas minhas encontra-se perdido algures dentro de mim. Não o encontro, mas também não o procuro. Não é fácil, nunca foi. Só gostava de sentir que o refúgio que em tempos foi uma vitória na minha vida, desaparece de vez. Irá existir sempre uma caixa guardada no fundo de qualquer coisa onde ninguém consegue ter acesso com as coisas que já vivi, não boas, porque essas não estão numa caixa de madeira, mas sim numa caixa que bate 10.000 á hora quando apenas ‘recorda’. Dá para evitar? É sempre a mesma lágrima a ser derramada, a ser odiada, a ser a sofrida no meio da história toda. E por onde passa deixa a sua revolta e um conjunto de explosões de emoções existe em mim.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Recordação eterna.
A minha frente há um deserto e não faço a mínima ideia de como atravessá-lo. Tenho a ideia apenas que do outro lado está a coragem e força de que preciso para continuar a alinhar por esta linha grandiosa que é a Vida… E num outro-sítio-qualquer está ELA. Sinto que partiu. E está distante de facto… E não são sensações… São sentimentos que já não partilho e as palavras que não ouço... Impera o silêncio. Estou cercada por este frio, pela incerteza e por este gelo interior que esculpe de terror tudo o que em mim ainda pulsa e sobrevive… Despida de amparo e colo. Procuro por entre os caminhos o abraço e só encontro o silêncio. Preciso Dela. Fechar os olhos e imaginar… Sorris para mim e dás miminhos… Quero sentir o sorriso e o abraço… O tempo passa mas é em vão… Não consigo evitar a saudade nem tão pouco vencê-la… quero desistir de travar lutas vás e escusadas… mergulhar nos sentimentos e tentar uma aproximação do Sentir-de-Alma que me invade e me toma e que Via-coração explode em forma palavras que saudosas fluem pela minha mão. Perdida entre a dor e a saudade, continuo paralisada, à espera do abandono impossível da solidão... Preciso, tanto de um abraço! Menina-mulher que hoje Sou, tudo devido ao que eu passei até Agora, era uma filha de coração e alma e sinto a necessidade e a simplicidade como flui entre linhas, e vejo no entanto, as muitas palavras que nunca irão ser escritas que estão gravadas dentro não da minha cabeça, mas sim do meu coração, sim nunca será esquecida, jamais, recolho momentos isolo-me nas alegrias, troco de lugares por um instante e vejo que Ela estará sempre comigo e quer para onde eu vá, nunca mas mesmo nunca pretendeu ou pretende provocar-me sofrimento, está presente é verdade, não se renega existe e está a dar cabo de mim, mas acredito também que se um de Nós trocasse de lugares nem que fosse por um instante iríamos querer exactamente o que Ela quer de Nós, que percorramos o nosso caminho, que devemos tentar ultrapassar o sofrimento a dor, a raiva, a revolta e guarda-la numa boa memória.
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