segunda-feira, 24 de outubro de 2011

.. the end!

Egoísmo – Cobardia – Rancor – Ódio – RESPEITO!



Podes-me pisar as vezes que quiseres. - Podes-te acobardar várias vezes por dia. – Podes guardar bastante rancor perante mim. – Podes odiar cada caminho meu. – Mas acima de tudo, respeitas-me mesmo que não queiras.

Coisa insignificante em ti, são as pequeninas coisas que fazem a diferença num mundo de fantasia, colocado nos sonhos quebrados por um desejo exterior àquilo que realmente é possível adquirir.

A pena passou às cinzas que tu vinculaste nos teus desejos mais íntimos. Deixei que as interrogações me invadissem a alma e me enchessem de falsa consciência. Se já por me terem dito que acima de mim apenas está a chuva e até mesmo essa me cai aos pés, que direi eu de todas as exclamações que me colocas? (intervalo*) – vertigens na exigência de uma emoção maior do que eu. é mais do que eu posso dar e sentir. mas não deixa de ser Meu!

Eu não chorei – a chuva é que se rendeu perante a minha força de vontade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

última vez!

A loucura de me pôr perto do abismo sem te ter por perto de mim é a flecha que incendeia a minha racionalidade!


Porquê deitar tudo a perder por um sussurro?
São tão leais como as doninhas, como uma flor, … como as quatro paredes do meu quarto. Não tive a capacidade alegada a uma maturidade suficientemente credível para as conseguir escolher. Bastou o sussurro perdido no escuro para saber que aquilo era errado – voltei-me para a sombra invisível no escuro e reflecti-me na verdade dos olhos perdidos dentro da caixa dos “perdidos e achados” que nunca ninguém encontrou… sonho com isso, mas não tenho as pistas suficientes para revistar o meu coração e a luz das ideias se acender!

Foram tempos perdidos num presente vácuo. Nunca chegou a ser passado? Se ainda penso em ti, és presente. Porque foges de mim? Anseio por ti, mais do que qualquer sentimento. Não pretendo condenar os meus olhos à água suja que bebes e que te purifica por dentro. Mas, tu, vida, sabes bem que eu anseio essa vertente negada num pensamento claro e racional. Mas de racional o que tens tu para me mostrar? Segunda vez: anseio por isso, mais do que qualquer momento!

Hoje, penso em ti como um enigma que sei que descobrirei no último segundo da última batida, última respiração, último abrir de olhos, último pensamento e último momento.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Colheitas no Outono.

Cada caminhada é um fardo.
Cada fardo é um segundo da minha respiração.
Fardo invisível de um caminho semeado por aventuras passageiras e passadas infiltram-se num presente desmoronado por mentiras.



Olhares entrelaçados na ternura é o segredo para a ramificação dos pecados e eu perdi(-me) no seio deles e me deitei ao relento esperando um novo fardo pousar-me na mente. São aqueles que do além me vêm a tristeza atrás do branco e a alegria através do preto, e, no fundo, são esses que interessam… valores… Aqueles que perdi numa guerra ligeira ou aqueles que simplesmente digeri e evaporei numa rocha? E no meio desse ainda existem em mim, aqueles valores que perderam valor. Poço esse cheio de lamúrias e semeadas de fracassos em alcatrão, pois em tempo de colheita, semeio trigo e colho pureza.

domingo, 18 de setembro de 2011

Aquilo que os olhos não vêm...

Era um prado liso, mas ao mesmo tempo cheio de flores pelo ar.
Olhando pelo ar pouco alcanço diante de mim quando o prado alcança o meu metro e sessenta, mas… do que me recordo é daquilo que uma simples flor não consegue esconder.


Vontades… sejam elas de viver, de serem livres, de conseguirem o tamanho do mundo num pequeno frasco. Cantam versos às moléculas de ar fazendo com que as moléculas de água se misturem com elas e lhes segredem a sua sabedoria. Depois de me sentir derrotada com a vida, confesso os meus sentimentos àquele que nunca me julga, apenas ouve e me dá conforto. O resultado é e será sempre o melhor de mim, aquilo que eu não consigo esconder quando me sinto “natural”, quando as veias não me fogem dos braços e o sangue não se transforma em água.


Aquela sempre fui eu, sorriso rasgado, cabelos ao vento e… se nunca te apercebeste, nunca saberás a dimensão que a vida tem em mim; o quanto todos os dias lhe dou valor e penso que todo o minuto é um relógio intocável e invisível.
Não são as pessoas que me fazem sentir viva, mas sim, o que não me é possível tocar e contemplar com os olhos.

sábado, 10 de setembro de 2011

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

A estrada que alguma vez pisei encontra-se encadeada pelo fogo que se apega às virtudes dessa personagem.


Dir-me-ias que se pegasses numa flor a punhas no cabelo, eu dir-te-ia que o melhor jardim está dentro do meu coração. Os olhos contemplam aquilo que a boca promete recordar em breves segundos e nunca numa eternidade. As palavras voaram, mas a menina contemplada no fim sairá vencedora de todas as críticas de desilusões de coração.

Numa mera tempestade, se os cabelos voarem, levarão segredos reservados ao infinito; se o vento lhes for intocável, o verdadeiro significado estará dentro da alma mais profunda que nem uma sombra saberá distinguir e encontrar. Uma parede não serve de muito quando a pureza não sobressai... encontra-se nos cantos onde todos os dias só infinito lá pisa. Ao lado da pureza, a estrada da mudança habita como se "não houvesse amanhã". Esta sou eu, aqueles que os olhos contemplam numa fotografia, numa realidade, numa vida.

São retratos de uma vida.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eu e Tu.

Vagueio entre paredes dentro da minha mente à procura de uma resposta correcta para os meus sentimentos de agora. Encontro as dúvidas que me têm atormentado o coração. E nesse momento, o meu coração está colocado entre a espada e a parede. Não sei o que fazer, não sei o que pensar para poder evitar o sentimento de insignificância de que te estás a tornar na minha vida. "De quem será a culpa?", porque mentes quando és questionado de se as coisas estão bem ou não? Não estão bem, pelo menos para mim. Pergunto-me o que será este texto.. um desabafo? um sentimento? uma confissão? Depende de como interpretares isto quando o leres.
À uns meses atrás e até mesmo dias, não me via sem ti. À dois segundos atrás, perdi o medo de te perder! Porque... eu não mereço a forma como tenho sido tratada nesta vida espeluncada de sentimentos gratos e ingratos, o mal habita e toma conta do que já foi bonito. Se eu já tivesse sofrido o suficiente, não estaria a pagar ainda pelos mesmo erros que já cometi.
Mas hoje, é o dia que talvez eu te consiga olhar nos olhos e rejeitar-te um sentimento. Irás tolerar isso? Ou simplesmente ignorá-lo? Um dia disseste-me: "Luta por ti, pelos teus principais objectivos antes de pensares no futuro!" Pois digo-te, não fiz esforço disso, o meu coração encarregou-se disso.
Foste avisado mais do que uma vez de que ias ser obrigado à mudança para me puderes minimamente fazer feliz. Parece que desististe, cruzaste os braços e deixaste o tempo passar com o pensamento de que "é só mais uma recaída". Nunca te passou pela cabeça que podia ser mais do que isso? Hoje, é o dia que tenho coragem de chegar perto de ti e dizer-te: "esgotaste o teu tempo, it's over".
Eu não sou um boneco que podes tomar como garantido porque não sente, não fala, não brinca e que podes brincar sempre que quiseres. Não! Sou uma pessoa com bastantes sentimentos, lutas travadas, por travar e objectivos a cumprir, mas tu, começas a ficar em último plano.
Pergunta-me se te deixei de amar, que obterás a tua resposta! Isto, mostra desespero, mas acima de tudo uma abertura de mim ao mundo que precisa de me ouvir. A culpa talvez seja tua, mas acima de tudo, antes de ser tua é muito minha, basicamente, não devia ter deixado que te apoderasses tanto de mim em tão pouco tempo.
Acabou-se a paciência e o brinquedo partiu-se! Vai brincando enquanto podes, porque no dia que o meu coração deixar de estar encurralado entre as dúvidas e as certezas, eu conto-te uma história de que não farás parte do final.
Lembra-te, as minhas atitudes, dependem das tuas decisões. E a minha maior qualidade é que, eu nunca chego a estar totalmente perdida, apenas vagueio, mas... nunca deixo de ser Eu própria. A pessoa que talvez ames ou que não queiras perder.

As oportunidades esgotaram-se. Agora, é uma questão de tempo para o fim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Promessa de vida.

Decididamente, há uns meses atrás, questionava-me vezes sem fim do porque de eu não me conseguir mentalizar da verdadeira realidade.



E… PORQUÊ? As pessoas afastavam-se, deixavam-me para trás, a vida apoderava-se dos meus sentimentos, mudou as minhas soluções, as minhas verdades, trocou tudo de lugar sem pedir permissão, e é isso mesmo o que doía e continua a doer. Não é por acaso que estou a escrever este texto neste momento, porque quando me tento levantar e segurar, é quando sinto o chão a fugir dos meus pés. Só me apetece fechar os olhos, procurar através do cheiro conhecido a presença dela, o toque, a pele, o corpo dela, e acomodar-me no colo dela. Amassar as pernas dela com o meu cabelo, cobrir o seu traje de anjo com os meus cabelos castanhos e mais uma vez respirar o cheiro dela. Sempre com os olhos fechados, levo a minha mão a passar na sua pele, tentar reconhecer a sua textura, a sua cor e tentar ver dentro de mim a cara dela a sorrir para mim quando eu brincava com ela… Tento me lembrar o máximo que eu puder dos últimos abraços, beijos e sorrisos que lhe dei, até mesmo da última lágrima, tudo no mesmo dia em que ela decidiu partir. Algo estava errado e continua errado na minha vida. Existe um grande, muito grande buraco que nunca vai ser preenchido e que cada vez se torna mais fundo e eu sinto-me como se fosse uma margem dele, o seu abismo. Não queria, nem deveria sentir tal coisa, mas esta solidão consome me, uns dias mais do que outros. Isolar-me, agarrar o meu próprio corpo começa a não chegar, mas continua a não ser a solução de virar as costas à realidade. Tornou-se uma realidade que eu não consegui segurar nas minhas mãos e hoje, brinco com ela entro os dedos e os traços da palma da mão. E eu prometi… e vou cumprir.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Será uma realidade ou um sufoco?

Basta uma realidade para entrar na virtude de protecção e de pertença a alguém. Basicamente, me fui perdendo pelo caminho e apenas me abriguei da escuridão. A vida fez passar imagens pelo meu pensamento que pareciam tão reais como eu sentir o meu próprio respirar. É belo exactamente por ser como é.



É o que é porque lhe dou sentido. Os minutos passam e a divisória entre a minha própria realidade e o sussurro que abafa corações infinitos existe e permanece numa eternidade no qual não lhe consigo dar significado mas em parte dou-lhe valor. Em tempos, foi uma divisória saudável, refugiava-me no silêncio e confessava às paredes a realidade a que todos nunca iriam conseguir chegar. Gosto mais de escrever entre linhas direitas do que linhas tortas, consigo ser mais coerente e consigo ser o mais transparente que posso ser. O lugar que já suportou muitas mágoas minhas encontra-se perdido algures dentro de mim. Não o encontro, mas também não o procuro. Não é fácil, nunca foi. Só gostava de sentir que o refúgio que em tempos foi uma vitória na minha vida, desaparece de vez. Irá existir sempre uma caixa guardada no fundo de qualquer coisa onde ninguém consegue ter acesso com as coisas que já vivi, não boas, porque essas não estão numa caixa de madeira, mas sim numa caixa que bate 10.000 á hora quando apenas ‘recorda’. Dá para evitar? É sempre a mesma lágrima a ser derramada, a ser odiada, a ser a sofrida no meio da história toda. E por onde passa deixa a sua revolta e um conjunto de explosões de emoções existe em mim.

Recordação eterna.

A minha frente há um deserto e não faço a mínima ideia de como atravessá-lo. Tenho a ideia apenas que do outro lado está a coragem e força de que preciso para continuar a alinhar por esta linha grandiosa que é a Vida… E num outro-sítio-qualquer está ELA. Sinto que partiu. E está distante de facto… E não são sensações… São sentimentos que já não partilho e as palavras que não ouço... Impera o silêncio. Estou cercada por este frio, pela incerteza e por este gelo interior que esculpe de terror tudo o que em mim ainda pulsa e sobrevive… Despida de amparo e colo. Procuro por entre os caminhos o abraço e só encontro o silêncio. Preciso Dela. Fechar os olhos e imaginar… Sorris para mim e dás miminhos… Quero sentir o sorriso e o abraço… O tempo passa mas é em vão… Não consigo evitar a saudade nem tão pouco vencê-la… quero desistir de travar lutas vás e escusadas… mergulhar nos sentimentos e tentar uma aproximação do Sentir-de-Alma que me invade e me toma e que Via-coração explode em forma palavras que saudosas fluem pela minha mão. Perdida entre a dor e a saudade, continuo paralisada, à espera do abandono impossível da solidão... Preciso, tanto de um abraço! Menina-mulher que hoje Sou, tudo devido ao que eu passei até Agora, era uma filha de coração e alma e sinto a necessidade e a simplicidade como flui entre linhas, e vejo no entanto, as muitas palavras que nunca irão ser escritas que estão gravadas dentro não da minha cabeça, mas sim do meu coração, sim nunca será esquecida, jamais, recolho momentos isolo-me nas alegrias, troco de lugares por um instante e vejo que Ela estará sempre comigo e quer para onde eu vá, nunca mas mesmo nunca pretendeu ou pretende provocar-me sofrimento, está presente é verdade, não se renega existe e está a dar cabo de mim, mas acredito também que se um de Nós trocasse de lugares nem que fosse por um instante iríamos querer exactamente o que Ela quer de Nós, que percorramos o nosso caminho, que devemos tentar ultrapassar o sofrimento a dor, a raiva, a revolta e guarda-la numa boa memória.