Cada caminhada é um fardo.
Cada fardo é um segundo da minha respiração.
Fardo invisível de um caminho semeado por aventuras passageiras e passadas infiltram-se num presente desmoronado por mentiras.
Olhares entrelaçados na ternura é o segredo para a ramificação dos pecados e eu perdi(-me) no seio deles e me deitei ao relento esperando um novo fardo pousar-me na mente. São aqueles que do além me vêm a tristeza atrás do branco e a alegria através do preto, e, no fundo, são esses que interessam… valores… Aqueles que perdi numa guerra ligeira ou aqueles que simplesmente digeri e evaporei numa rocha? E no meio desse ainda existem em mim, aqueles valores que perderam valor. Poço esse cheio de lamúrias e semeadas de fracassos em alcatrão, pois em tempo de colheita, semeio trigo e colho pureza.
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