Era um prado liso, mas ao mesmo tempo cheio de flores pelo ar.
Olhando pelo ar pouco alcanço diante de mim quando o prado alcança o meu metro e sessenta, mas… do que me recordo é daquilo que uma simples flor não consegue esconder.
Vontades… sejam elas de viver, de serem livres, de conseguirem o tamanho do mundo num pequeno frasco. Cantam versos às moléculas de ar fazendo com que as moléculas de água se misturem com elas e lhes segredem a sua sabedoria. Depois de me sentir derrotada com a vida, confesso os meus sentimentos àquele que nunca me julga, apenas ouve e me dá conforto. O resultado é e será sempre o melhor de mim, aquilo que eu não consigo esconder quando me sinto “natural”, quando as veias não me fogem dos braços e o sangue não se transforma em água.
Aquela sempre fui eu, sorriso rasgado, cabelos ao vento e… se nunca te apercebeste, nunca saberás a dimensão que a vida tem em mim; o quanto todos os dias lhe dou valor e penso que todo o minuto é um relógio intocável e invisível.
Não são as pessoas que me fazem sentir viva, mas sim, o que não me é possível tocar e contemplar com os olhos.

linda e inteligente. gostei desta partilha!
ResponderEliminarobrigada minha linda!
ResponderEliminaradorei*
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