domingo, 18 de setembro de 2011

Aquilo que os olhos não vêm...

Era um prado liso, mas ao mesmo tempo cheio de flores pelo ar.
Olhando pelo ar pouco alcanço diante de mim quando o prado alcança o meu metro e sessenta, mas… do que me recordo é daquilo que uma simples flor não consegue esconder.


Vontades… sejam elas de viver, de serem livres, de conseguirem o tamanho do mundo num pequeno frasco. Cantam versos às moléculas de ar fazendo com que as moléculas de água se misturem com elas e lhes segredem a sua sabedoria. Depois de me sentir derrotada com a vida, confesso os meus sentimentos àquele que nunca me julga, apenas ouve e me dá conforto. O resultado é e será sempre o melhor de mim, aquilo que eu não consigo esconder quando me sinto “natural”, quando as veias não me fogem dos braços e o sangue não se transforma em água.


Aquela sempre fui eu, sorriso rasgado, cabelos ao vento e… se nunca te apercebeste, nunca saberás a dimensão que a vida tem em mim; o quanto todos os dias lhe dou valor e penso que todo o minuto é um relógio intocável e invisível.
Não são as pessoas que me fazem sentir viva, mas sim, o que não me é possível tocar e contemplar com os olhos.

3 comentários: